
Estávamos lá, eu e mais um amigo numa mesa de bar ao som de um bom samba, tomando uma cerveja e esperando outros amigos chegarem. Numa mesa ao lado, estavam dois velhinhos. Entre uma conversa e outra, nós espiávamos a conversa dos dois. Conversavam baixo. Não porque não queriam que alguém ouvisse, mas porque a idade já não permitia alguns exageros. De repente, um se levantou e foi ao banheiro (voltaria a repetir essa ação por mais umas 3 ou 4 vezes). Na volta, passando pela nossa mesa, decidiu parar. Chamou-nos. Aproximamos-nos, mas já pensando: “lá vem mais uma daquelas histórias”. Ele bem baixo perguntou: “Como se tira um elefante da chuva?”. Rapidamente já quebramos qualquer tipo de barreira. Começamos a rir. Era mais uma piada. Não sabíamos. Cogitamos a possibilidade de responder: “com um guindaste?”, “com um trator?”. Simplesmente ele disse: “Molhado.”. Alguns minutos depois, o outro velhinho que lhe acompanhava chegou até a nossa mesa e disse: “Não repara não. Já são quase
Bem, aonde quero chegar com essa história?
Vira e mexe, escuto alguns idosos dizerem: “Isso é coisa pra jovem!”, “Gente velha não agüenta isso não!”. Ou começam aqueles papos saudosistas como se suas vidas tivessem parado no tempo e se acomodam. E o pior não é isso. A sociedade os acomoda. Põe essas pessoas nos seus lugares (lugar este situado longe da sociedade).
Em algumas civilizações antigas e algumas culturas, principalmente orientais, o idoso é tido como um ser dotado de experiência, saber e poder de reflexão, por isso, são respeitados por todos. Já em outras culturas... "O velho", "o ultrapassado".
Complicada essa situação. As coisas evoluem. Mas... nossos velhinhos sofrem...e nem é preciso ir muito longe para se constatar isso.
O idoso, primeiramente, deve pensar em si próprio: ter uma vida ativa (sem exageros, é claro!), aproveitá-la. E, quando a idade tratar de não deixar mais fazer algumas coisas, é aí que entra a sociedade. Sociedade, que eu falo, não num caráter mundial, mas dentro de nossas próprias casas, sejam nossos avôs, pais, mães etc. Como as civilizações e culturas antigas têm a nos ensinar: Respeito é tudo.
Ah! Já ia me esquecendo: antes de ir embora ele ainda nos contou outra piada, mas em respeito às mulheres que nos lêem, prefiro deixar para uma outra ocasião.
Os velhinhos do bar têm muito a nos ensinar (Rimou!).


