E nem tudo são flores...
O ano de 2001 havia chegado. De uma maneira mais do que inesperada os Raimundos anunciam seu fim.
Como eu havia dito anteriormente, a história desta banda é um tanto quanto irreverente. E estava certo. Rodolfo Abrantes, o vocalista, anuncia que estava se despedindo da banda e iria virar evangélico.
Admito que na época que isso aconteceu eu critiquei muito sua decisão. Garanto que eu e grande parte dos fãs que foram pegos de surpresa. No entanto, retorno a este assunto, não para criticar sua atitude, até porque este assunto daria pano para manga (posso até falar sobre isso numa outra oportunidade), mas para criticá-lo como pessoa. Tudo bem, se converteu, mudou de vida, saiu de uma banda, tentou fundar outras, tentou carreira solo. Sem problemas. Para mim, o maior problema foi o fato de que Rodolfo negou todo seu passado nos vocais dos Raimundos.
Veja uma de suas entrevistas.
Os fãs gostavam da banda como ela era. Se ele falava mentira, cantava palavrões, besteiras, não importava.
No mesmo ano de 2001 ainda lançam um CD intitulado Éramos 4 (uma brincadeira fazendo alusão a saída de Rodolfo). Depois, ainda lançam outros dois CDs. Nenhum deles foram sucesso.
Na verdade ninguém sabia se a banda continuaria a tocar.
Enfim, continuaram. Sabe-se que, atualmente, infelizmente, sofrem uma baixa de popularidade. Os Raimundos nunca mais foram os mesmos. Confesso que também parei de acompanha-los. A última formação que tenho notícia é de Digão nos vocais, Canisso no baixo, Marquim na guitarra e Caio na bateria.
Não que esta atual formação seja ruim. Pelo contrário. Devem ser até grandes músicos. No entanto, os fãs sentem saudade daquela irreverência engraçada que só eles tinham.
25 de mar. de 2008
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Um comentário:
porra, eu descobri um dia desses que o fred largou a batera. e não sei se você sabe, mas teve um tempo que o canisso saiu pra tocar com o rodolfo no Rodox.
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