O assunto me veio quando, andando a esmo pela cidade de Niterói, me deparei com uma mulher que, juro, era umas 3 vezes maior que eu. Mas digo maior não de gordura, até porque isso não é difícil, mas de tamanho. Ela devia ser fisioculturista, algo assim. Fique tão chocado que tive que disfarçar minha cara de espanto quando percebi que no meio daquela massa de músculos haviam seios que, junto com o cabelo escorrido, denotavam que o ser era uma mulher.
Beleza, vocês podem dizer que cada um faz o que gosta, que se ela se sente bem assim, está tudo certo. Tudo bem, não vou convencê-los do contrário, mas só quero denotar que eu prefiro a fragilidade feminina do que essa Rambo mulher. Fique imaginando você lá na hora H com alguém assim, tão definida, e você, ao fazer carinho, não sente um braço pequeninho, frágil, com uma pele doce que convida ao amor. Você sente é um bíceps bitelo cultivado após anos e anos de malhação e sabe-se lá mais o que.
Eu concordo que as mulheres devem discutir de igual para igual, mas não vejo a necessidade de, com isso, negarem o título de sexo frágil. Até porque, isso está biologicamente em vocês, mulheres. Afinal, imaginem se fôssemos nós que engravidássemos e vossas crianças dependessem do nosso carinho de ogro para que elas crescessem... Não ia dar certo.
Até para cada sexo não perder um pouco da sua identidade, acredito que muitos padrões devem ser mantidos, mas não por preconceito. Por exemplo, o próprio título denota isso. Não quero dar uma de insensível ou grosso, mas é verdade. E confessem, quantas não foram as vezes que vocês já trocaram as suas namoradas pelo futebol ou pelo boteco com os amigos? E confessem vocês, mulheres, quantas vezes também não trocaram seus namorados para fazerem programas que só poderiam acontecer com suas amigas? Nessa questões estão, além do individualismo de cada um, a questão de que existem sim assuntos para homens e existem assuntos para mulheres.
Eu tenho medo é de chegarmos a um ponto em que essa guerra dos sexos se instale de tal forma que até a mulher dizer, daquele jeito que só vocês, sabem dizer, que ama o namorado ou marido, será um ponto de fraqueza. Eu prefiro deixar do jeito que está. Prefiro as mulheres que brigam comigo porque estou bêbado e não a que fica bêbada comigo; com a que não gosta de futebol, mas torce para o meu Mengão só para me deixar feliz; com a que insiste em ir a praia mesmo sabendo que eu detesto; com a que gosta de comédias românticas enquanto eu prefiro explosões. Afinal, eu prefiro a mulher que não seja tão homem quanto eu.



