
Venho aqui falar do capitalismo. E antes que isso cause alguma polêmica, quero lembrar que meu texto se prenderá ao lado econômico e não político que esse assunto pode vir a gerar.
Hoje, me declaro um capitalista. Gostaria de acreditar em um outro modelo econômico para a sociedade, mas não vejo alternativa. Tudo me leva a crer que o “capetalismo” (como diria um professor meu), é imbatível, por diversas razões. Historicamente falando, sabemos que o capitalismo já passou por inúmeras crises que poderiam por o modelo em cheque, como por exemplo, a crise de 29, no entanto, o modelo econômico capitalista soube passar por cima e mais, se desenvolver. Ainda no plano histórico, sabemos que países que adotaram modelos que não são capitalistas estão, hoje em dia, ou mal economicamente, ou já realizaram total ou parcialmente uma abertura ao mercado.
Sinceramente, acho, hoje, ilusório pensar que o capitalismo será superado facilmente. O modelo sabe trabalhar com as fraquezas do ser – humano: temos desejos, ambições, prazeres. Quem não anseia um trabalho melhor? Um carro melhor? Uma roupa melhor? É natural. Quem disser que não se encaixa nesse perfil, só porque é contra o capitalismo, para mim está mentindo. Por isso, acho muito errado quando criticamos alguém que trocou de emprego, ou, até no caso do futebol, um jogador que troca de clube por uma oferta melhor de salário. Além disso, nossas carreiras são curtas. Precisamos juntar o máximo de dinheiro possível para no futuro termos uma aposentadoria digna.
Seguindo essa lógica eu concordo plenamente com um amigo meu quando ele diz: “Sou da tese consumista!”. E é verdade. Além dos anseios que temos, há um outro agravante nessa história. O trabalho. Seguindo outra lógica, a do texto do meu amigo Bernardo: “Ta no inferno, abraça o capeta!”. Você se mata de trabalhar todo dia, tem que sustentar uma família, doido para mudar de vida e comprar um carro novo e ainda vai ter tempo pra pensar? Vai curtir a vida! Passear com as crianças! Beber fim de semana! Comprar o que quiser! Vai gastar! Ter um conforto! As férias merecidas! E no fundo queremos é isso mesmo. No fundo, somos todos um pouco capitalistas.
O que pode ser questionado é a exploração e a desigualdade. Tudo bem, nesse ponto eu não discordo. Existe e muita. Mas meu objetivo aqui também não é discutir exploração. Estou discutindo eficiência de um modelo econômico, e não, bem – estar social ou algo parecido.
Pode ser que daqui alguns anos eu “queime minha língua”. Pode ser que tudo isso acabe, o modelo se arruíne e uma sociedade mais “justa e igualitária” se instaure, como diria alguns. Mas, falando por hoje, eu não vejo alternativa. Não porque estou acomodado, ou não quero que a situação mude. Pelo contrário. “Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação...” temos mais é que achar uma alternativa mesmo. Como diria Albert Einstein: “Algo é só impossível até que alguém duvide e acabe provando o contrário.” A questão aqui é que se deve ter muita consciência ao falar da eficiência deste modelo e a razão deste conseguir se manter por tantos anos na história. Não é para qualquer um não!



