Pela foto vocês já devem desconfiar do que eu irei falar: uma passagem rápida pela história dos raimundos e as peculiaridades que cercam seus trabalhos.
Os Raimundos tem uma história dentro e fora dos palcos um tanto quanto irreverente. Surgiram no ano de 1987 em Brasília e, no início, eram apenas uma simples banda cover do Ramones, mas nada muito sério.
Em 1994, lançam seu primeiro CD chamado Raimundos. Este álbum teve boa aceitação junto ao público.
Começam a partir daí a despontar. Participam de festivais e em 1997 gravam outro CD: Lapadas do Povo, que foi um dos álbuns menos vendidos da banda.
Em 1999, gravam seu disco mais vendido: Só no Forevis.
E chegaram lá! Estavam no auge de suas carreiras. Como bem disse Rodolfo Abrantes, ex-vocalista dos Raimundos, em entrevista, tinha todas as mulheres, tinha dinheiro etc.
Mas o que me motivou a escrever este texto não foi a história da banda, ou a biografia dos integrantes, mas seu trabalho. O que me cativava nos Raimundos era a irreverência que sempre os cercava. Suas músicas misturavam letras engraçadas (com alguns palavrões), com o peso do rock, e mais um pouquinho de música nordestina (que tinha um espelho na cultura familiar dos integrantes e, nas canções do compositor Zenílton). E essas sempre foram marcas dos Raimundos. Tanto são, que quando no mencionado álbum Lapadas do Povo os Raimundos tentaram deixar de lado músicas engraçadas e tentaram investir em peso e letras mais sérias, apesar de receberem boas críticas, o disco foi um dos menos vendidos da banda.
Para fechar com “chave de ouro” o auge de sua carreira, no ano 2000, os Raimundos lançam, junto com a MTV, o MTV ao Vivo Raimundos, que reúne todos os grandes sucessos (para mim, este é um dos melhores CDs ao Vivo de todos os tempos).
Como eu bem disse anteriormente, os Raimundos estavam fechando com “chave de ouro” o auge de sua carreira...
Nem tudo são flores...
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